Terça-feira, 4 de Setembro de 2012

Sobre o Funcionamento do Instituto Nacional de Providência Social – INPS

Praticamente todas as nações possuem um sistema de providência social que procedem da mesma forma e Cabo Verde, inserido nesse mundo cada vez mais globalizado não foge as regras. Normalmente é descontado uma certa percentagem do salário dos trabalhadores, noutros caso são as próprias pessoas que se voluntarezam a papar a cota mensal exigida para estar inscrita no sistema nacional de providência social. Resumidamente é uma espécie de poupança que servirá de auxílio no caso de qualquer anomalia na saúde pessoal e dos seus benificiários ou então durante a velhice do indevido. Portanto, se analisamos com clareza e imparcialidade chegamos a conclusão que na ausência de grandes calamidades é um sistema que acaba por ser autossustentável.

 

Em Cabo Verde, mas concretamente na ilha do Fogo o normal funcionamento do INPS nos últimos tempos deixa muito a desejar, com ocorrências inimagináveis, que passo a citar:

 

  • Um recém-contratado demora mais de um ano para ter acesso as alegadas regalias que estar inscrito no sistema de providência social garante, entretanto vê uma parcela do seu salário a ser retido na fonte devido a INPS desde o primeiro dia que começa a laborar. O mais curioso é que dorante as negociações para solucionar a situação, um funcionário da referida instituição declara que o indevido não usufrui das ditas regalias porque nunca chegou as cofres da instituição a parte do salario que lhe é retido. Agora pergunta-se aonde foi parar os cerca de 100 mil escudos descontando ao longo de um ano? Ainda fala-se de que não á corrupião no sistema público nacional ou será agora mudou de nome?   

 

  • Um doente é evacuado para a cidade da Praia, mesmo com confirmação médica que não reuni as condições físicas e emocionais necessária para enfrentar o percurso São Filipe – Praia por via marítima, é, lhe recusado o bilhete de passagem por vias aérea por parte do INPS. Resultado, devido a indisponibilidade financeira da família a pessoa fica na Cidade de São Filipe agravando ainda mais o seu estado de saúde. Para sustentar essa prática os funcionários de INPS argumentam que por causa da crise é necessário reduzir as despesas e ainda tem a ousadia fazerem declarações completamente absurdas, «nenhum médico têm competência para declarar se um paciente tem condições ou não para viajar de barco». Isso é uma tremenda injustiça, privando a pessoa dos cuidados de saúdes, fazendo-lhe enfrentar morte, no entanto parte do seu salário é retido mensalmente para INPS. É caso para perguntar aonde nos vamos parar?

 

  • Em toda a região Fogo-Brava não existe um único oftalmologista que presta serviços de forma recorrente nas instituições públicas de saúde, obviamente que isso, não é culpa do INPS, mas sim, um certo desprezo que essas populações venham ser alvos por parte do ministério de saúde e do governo em geral. Mas devido a parcerias institucionais especialista da Itália tem prestado serviços “públicos” no Hospital de São Francisco (Cutelo d’ Açúcar). Agora curiosamente o INPS não reconhece as receitas resultados das consultas nessas especialistas, argumentando que eles não são oftalmologistas, mas sim oculistas, entretanto as pessoas que não estão inscritos no sistema de providencia social pode adquirir os seus óculos normalmente. Bom, daí concluísse o seguinte: estamos perante combinações entre o INPS e os privados, forcando os segurados a recorrer a esses serviços, ou então estamos perante á um caso de saúde pública alarmante, onde os não segurados são completamente marginalizados. De uma forma ou de outro a situação é gravíssimo.

Para se comprovar que esses factos são verídicos, basta auscultar a opinião das pessoas inscritos no INPS, ou então basta visitar os balcões da supracitada instituição. Para alem dos factos supracitados, existe muitas outras anomalias que já são habituais no funcionamento dessa instituição, o que da aso a algumas perguntas: O que está a acontecer com o INPS? Será que está prestes a acompanhar a Electra, numa falécia técnica? Para onde vai os dinheiros dos contribuintes? Será justo obrigar um funcionário a estar inscrito nesse sistema, retendo-lhe por vezes nove a dez mil escudo messais e na eventualidade de este precisar do auxílio da instituição receber essa “porcaria” de serviços?

Eu já considero a possibilidade da retenção que se faz por causa do INPS ser opcional. Vamos pensar juntos por um Cabo Verde cada vez mais justo.      

Publicado por IlidioPina às 15:48
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1 comentário:
De Laura a 9 de Setembro de 2012 às 10:31
Muito bem questionado. Em resumo, o INPS , E uma instituição que rouba o nosso dinheiro e ninguém faz nada.. Eu tb acho que essa retenção deveria ser opcional. Já pensou se guardássemos esse valor todos os meses no banco? Em 15 ou 20 anos, já imaginou o saldo e os juros? Enfim!


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