Sábado, 18 de Julho de 2009

Sobre o adaptar a uma realidade deferente

A vida ofereci-nos oportunidades únicas de cruzar conhecimentos, cultura, costumes etc. Claro que isso é bom, mas nem sempre o que se ganha é suficiente para compensar o que se perde por estar tanto tempo fora de casa, neste caso não há um balanço fechado (o que entra é igual o que sai). Foi bom ter saído de “baxu saia de mamá e pé de calças de papá”, isso fez de mi o pessoa que sou hoje, capas de decidir por mim, onde fraquejar é uma coisa rara.

Quatro anos fora de casa. Já tenho uma história pra contar. Apesar das semelhanças entre os dois países (Cabo Verde e Portugal) no inicio foi muito difícil. Só tinha a voz de uma amiga a mi dar força. Para complicar mais a situação, no terceiro dia na terra de Camões tive o azar de encontrar com pessoa mais imbecil que alguma vez falou pra mim, se este pudesse mandava mi embora para ÁFRICA, só por causa da cor da minha pele. Pra superar isso e seguir em frente encontrei na praxe quilo que precisava, ali descobri que as pessoas que  descriminam os outros por ser fisicamente deferente seria uma minoria, não suficiente pra mi fazer desistir dum sonho que tinha começado a realizar-se.

A medida que passava o tempo conheci pessoas fantásticas, que aceitaram-mi no seio de um grupo e com estes construi um sentimento de amizade, isso reflecte hoje no meu percurso académico, no que sou como pessoa, etc… Mas como sempre, quando ganha por um lado perde por outro. Tive que Pagar um preço, fechei as portas a algo que parecia ter pouca importância e mais tarde vim descobrir que tinha a sua importância, mas pra mim já era complicado correr a traz. A partir dai foi tudo mais fácil, passando pouco tempo sentia quase em casa. Como amizade é capas de mudar uma história, levar a um final deferente daquele que os Deuses escreveram no livro do destino. A chegada o que tinha a perder já tinha ficado pra traz, na hora de partida vou deixar quase tudo que ganhei durante esse tempo. Por isso, se o começar foi difícil, o adeus será pior ainda. Provavelmente daqui a um ano vou voltar para meu Cabo Verde, quando penso uma alegria enorme toma conta de mim, mas ao mesmo tempo sinto que estarei a deixar aqueles que foram ate agora os melhores colegas de turma que já tive, e em particular pessoas muito importantes vão ficar pra traz. Aqueles que foram, são e vão continuar a ser grandes amigos meus.

 

Publicado por IlidioPina às 03:46
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1 comentário:
De mrvadaz a 27 de Julho de 2009 às 19:19
É isso aí compatriota! Acerca de adaptação temos vários factores que o influencia. Espero que todos poderão dizer um dia: Foi difícil mas venci!
Abraço do mrvadaz


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ILÍDIO DE PINA, Engenheiro Químico, Professor De Física

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