Terça-feira, 4 de Dezembro de 2012

Construção do "Novo" Liceu dos Mosteiros

O aumentonto da comunidade educativa nos Mosteiros é uma realidade inegável, no entanto não tem sido acompanhado da atualização no que tange as infraestruturas físicas, o que é de se lamentar. Só para situar os leitores o actual estabelecimento de ensino secundário alberga perto de mil alunos divididos em 32 turmas o que implica a ocupação de 16 salas de aulas nos períodos de manhã e da tarde.

 

A construção do liceu dos Mosteiros é uma história antiga e ultimamente tem ganho contornos inquietantes. No mês de Agosto finalmente iniciou a tão desejada construção da referida infraestrutura. Logo surgiram alguns rumores que a infraestrutura ora iniciada não satisfazia as necessidades da comunidade educativa local. No dia 16 de Novembro de 2012 os rumores foram oficializados, com o reconhecimento da insuficiência da infraestrutura em construção por parte da presidente da CMM (RTC), Fernandinho Teixeira. Nos dias seguintes durante uma vestia relâmpago da Ministra Fernanda Marques ao Concelho dos Mosteiros emergiu no jornal da noite da TCV declarando que a nova infraestrutura irá satisfazer plenamente as necessidades educacionais no Município, uma vez que a actual infraestrutura não será desativada. No dia 20 de Novembro a mesma Ministra contradiz a si mesmo e descordando da edilidade afirma que “o novo edifício em fase de construção foi projectado para alojar os estudantes do secundário” (RTC).

 

Passando cerca de duas semanas não há nenhuma resposta oficial às declarações da Ministra de Educação e Desporto, sabe si lá porquê. Devido a importância da situação e a minha neutralidade política, decide expor as minhas preocupações como docente da ESM e como pessoa próximo dos jovens locais e interessado no desenvolvimento integral dos mesmos. A construção da nova infraestrutura nos moldes actuais (12 salas de aulas) implica a continuidade do funcionamento de salas de aulas em Cotelo laranjo. Portanto, não satisfaz de maneira nenhuma as necessidades da ESM, por diversas razões:


  • O funcionamento do liceu com dois “polos” vai provocar enormes dificuldades na gestão interna da escola;
  • Os alunos (provavelmente do 7º e 8º anos ficarão no Laranjo) vão se sentir discriminados, o que provocará um aumento da indisciplina e de insucesso escolar;
  • A situação também provocará muito desalento nos professores uma vez que alguns terão de deslocar de um polo para o outro diariamente;
  • O desconhecimento da direcção da escola por parte dos alunos do 1º ciclo irá aumentar exponencialmente;
  •  Os gastos da escola com pessoais não docentes será praticamente duplicado;
  • A implementação do programa mundo novo para os alunos do 1º ciclo nos Mosteiros será uma miragem, uma vez que o tempo de vida útil médio dos computadores no Cotelo Laranjo é menos de dois anos;
  • Um outro ponto bastante sensível desta história e que extravasa o seio escolar prende-se com a ocupação do polivalente da Queimada Trás. Uma vez que o 1º ciclo fica a funcionar na Laranjo e os níveis restantes em Queimada Trás a Escola Secundaria passará a ocupar os dois polivalentes (João de Joia e de Queimada Trás) para as aulas de Educação Física, e toda a sociedade civil da parte baixa do Conselho (Achada Marba a Fajãzinha) passa a ter disponível apenas um polivalente (Fajãzinha). Isto contribuirá para a degradação do bem-estar social dos jovens e da sociedade em geral das localidades supracitadas.  

Para terminar a minha reflexão não poderia deixar de frisar que a infraestrutura física actualmente ocupada pela Escola secundaria não goza de mínimas condições par continuar a funcionar como liceu, para tal, seria preciso uma remodelação profunda. Também gostaria de citar que em todas as localidades onde as Escolas Secundárias começaram a funcionaram em edifício projectado para ensino básico, após a construção do liceu os edifícios anteriormente ocupadas foram sempre devolvidos ao EBI, porquê é que nos Mosteiros vai ser deferente?

 

Fica a pergunta, e esta lancada a semente para uma profunda reflexão de toda a comunidade Mosteirense sobre construção do primeiro e não novo liceu dos Mosteiros. 

Publicado por IlidioPina às 19:06
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ILÍDIO DE PINA, Engenheiro Químico, Professor De Física

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